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Carlos, quando está sozinho, tem medo do escuro. A cada noite, despido de
companhia, acende uma lâmpada em cada divisão do moderado apartamento. Só
assim, dá permissão, a si mesmo, para se passear pelo ébrio e acinzentado
andar. Até ao dia em que uma das imprescindíveis luminosas, se fundiu. Homem
enganado, pensa em tempos e termos redobrados. Desde então, as velas fazem a
honra da casa. Há males que vêm por bem. Assim, o charme da dançante e
hipnótica chama que remexe sobre a vela, ultrapassa a solidão e o baço do
candeeiro. O Carlos, agora, tem companhia, mesmo quando não está sozinho.
aiiiiiiii...tenho que dizer ao Carlos para me vir fazer companhia então!! Juntávamos os pânicos!!
ResponderEliminarAgora fora de brincadeiras, eu se estiver sozinha em casa, também tenho medo do escuro. Segundo a minha mãe, sempre tive, visto que tbm eu dormia de luz acesa. Ainda hoje, se o meu minimoço não estiver, a maior parte das vezes deixo a luz do candeeiro de mesa acesa...
Velas acesas à noite enquanto durmo é que não... podem ser perigosas.
A solidão.....é tramada!
Beijinhosss e até já** :)
Fizeste-me rir! Ainda passo a mensagem ao Carlos. Companhia é sempre uma feliz solução.
EliminarO medo do escuro não é exclusividade dos mais pequenos, pois conheço muitos adultos que assumem o problema com ausência de luz. Talvez, com a ausência de companhia, muito mais do que de luz.
A solidão é terrível, mesmo que não se conte a ninguém.
Beijinhos
Até já! :)
AHHAHHA.... é a ver se te amoleço nesta época natalícia... o instinto é minimizar os castigos ;)
EliminarJá sabemos que o Natal dá um toque especial e quente às coisas, às relações também. És, portanto, uma mulher que vai fazendo as vezes da mãe natal ;)
EliminarQuando era [mais] pequena, tinha muito medo do escuro. Talvez fosse pelo mistério do desconhecido, não sei. Mas admito: hoje também não lhe acho muita piada!
ResponderEliminarQuando somos mais novos, a ausência de companhia, o desconhecido que se formaliza na ausência de luz, deixa-nos, pelo menos, desconfortáveis. Vamos arranjando soluções. Quer-me parecer que, mesmo que não se admita, há sempre algum receio do que não se vê. Falta-nos um valor importante, a visão.
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