18.12.13

O charme de disfarçar o medo.

O Carlos, quando está sozinho, tem medo do escuro. A cada noite, despido de companhia, acende uma lâmpada em cada divisão do moderado apartamento. Só assim, dá permissão, a si mesmo, para se passear pelo ébrio e acinzentado andar. Até ao dia em que uma das imprescindíveis luminosas, se fundiu. Homem enganado, pensa em tempos e termos redobrados. Desde então, as velas fazem a honra da casa. Há males que vêm por bem. Assim, o charme da dançante e hipnótica chama que remexe sobre a vela, ultrapassa a solidão e o baço do candeeiro. O Carlos, agora, tem companhia, mesmo quando não está sozinho.

6 comentários:

  1. aiiiiiiii...tenho que dizer ao Carlos para me vir fazer companhia então!! Juntávamos os pânicos!!
    Agora fora de brincadeiras, eu se estiver sozinha em casa, também tenho medo do escuro. Segundo a minha mãe, sempre tive, visto que tbm eu dormia de luz acesa. Ainda hoje, se o meu minimoço não estiver, a maior parte das vezes deixo a luz do candeeiro de mesa acesa...
    Velas acesas à noite enquanto durmo é que não... podem ser perigosas.
    A solidão.....é tramada!
    Beijinhosss e até já** :)

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    1. Fizeste-me rir! Ainda passo a mensagem ao Carlos. Companhia é sempre uma feliz solução.
      O medo do escuro não é exclusividade dos mais pequenos, pois conheço muitos adultos que assumem o problema com ausência de luz. Talvez, com a ausência de companhia, muito mais do que de luz.
      A solidão é terrível, mesmo que não se conte a ninguém.
      Beijinhos
      Até já! :)

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    2. AHHAHHA.... é a ver se te amoleço nesta época natalícia... o instinto é minimizar os castigos ;)

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    3. Já sabemos que o Natal dá um toque especial e quente às coisas, às relações também. És, portanto, uma mulher que vai fazendo as vezes da mãe natal ;)

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  2. Quando era [mais] pequena, tinha muito medo do escuro. Talvez fosse pelo mistério do desconhecido, não sei. Mas admito: hoje também não lhe acho muita piada!

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    1. Quando somos mais novos, a ausência de companhia, o desconhecido que se formaliza na ausência de luz, deixa-nos, pelo menos, desconfortáveis. Vamos arranjando soluções. Quer-me parecer que, mesmo que não se admita, há sempre algum receio do que não se vê. Falta-nos um valor importante, a visão.

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