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15.10.14

Em diferido. #20

Nas linhas, alguma parcimónia - A psicologia é um fascínio tremendo. Antes dela, o corpo e a mente. Alinhados numa proporção válida, desencontrados na antítese. Todos, sem excepção, são termos de pouca ou nenhuma importância. Vale a essência de ambos, das carnes que, somando outros, fazem o corpo. Da mente, que canta suspensa na delicada e desconexa surpresa. Dirigir atenção e génio travesso a um corpo que, com linhas rudes, esboça movimentos agrestes e pinta nas paredes uma mensagem grosseira. Avaliar um corpo pelo que veste e faz. Adivinhar uma personalidade por actos isolados. A psicologia é um encanto. Por força do corpo e da mente. É um valor maior, do corpo e da mente, que ganham tanto.

22.9.14

Gosto delicado de deixar nu.

Recebi na minha caixa de e-mail um anúncio. Nele, um conjunto de imagens, que lado a lado com outras, estão numa exposição. Lembrava-me, o mesmo amigo, no mesmo e-mail, que as fotografias, de um fotografo recente, aconteciam numa cidade, que não sendo capital, é movimento de cultura. Não falo, portanto, de Portugal. Fatalmente, o nosso país prefere esconder a necessidade de viver e conhecer. Não conhecia o recente fotografo, nem de nome. Fui procurar saber. Afinal, o artista apelidado de recente, conta com um vasto número de exposições e imagens premiadas. Desta feita, volto a ter a certeza de que as legendas cansam. Valorizam-se ou perdem-se sem grandes questões. As imagens, voltou a escrever-me o mesmo amigo, eram o espelho de cada corpo nelas representado. Tive de concordar. E, nisto, lembrei-me de uma mulher que conheci há muitos anos atrás. Uma professora de português que desenhava. Era desgovernada e sem feitio para o espartilho de uma educação com cintos. Não será necessário escrever que não tinha particular popularidade entre os da mesma classe. Mas insisto. Soube mais tarde, desenhava corpos. Nus e, preferencialmente, corpos nus de mulheres. No desatino do destino, conheci-lhe algumas obras, anos mais tarde. E percebi. O gosto pelo desenho. A primazia pelo nu. A simpatia pelo nu feminino. Ainda, o afastamento que ela cultivava de uma certa vaidade colectiva que tomava o ambiente por onde, inevitavelmente, tinha de se movimentar. E nas legendas, que dotada de palavra, simplificava o todo. É ver para acreditar.

31.7.14

Nas linhas, alguma parcimónia.

A psicologia é um fascínio tremendo. Antes dela, o corpo e a mente. Alinhados numa proporção válida, desencontrados na antítese. Todos, sem excepção, são termos de pouca ou nenhuma importância. Vale a essência de ambos, das carnes que, somando outros, fazem o corpo. Da mente, que canta suspensa na delicada e desconexa surpresa. Dirigir atenção e génio travesso a um corpo que, com linhas rudes, esboça movimentos agrestes e pinta nas paredes uma mensagem grosseira. Avaliar um corpo pelo que veste e faz. Adivinhar uma personalidade por actos isolados. A psicologia é um encanto. Por força do corpo e da mente. É um valor maior, do corpo e da mente, que ganham tanto.