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26.11.14

Em diferido. #23

Dar e possuir vida - Presta atenção ao que te digo. Esse vaivém em que ficas quando visitas o que alguém expõe, não acrescenta nada de novo à tua interpretação das telas. Complica-te, desde logo, as ideias, depois as sensações e os sentimentos que possas, porventura, adquirir enquanto desfocas o olhar e a atenção, quando pretendes o inverso. É bem mais difícil conheceres a raiz e a matriz deste autor. Nem te apercebes dos tons, das texturas, no fundo, dos materiais, da obra. Puxa uma cadeira, encosta-a à parede ou coloca-a no centro da sala. E, então sossegado, permite-te admirar. Não há cadeiras? Claro que não. O espaço é, propositadamente, clean e destaca a obra. Não há cadeiras? Bem sabemos que não. Distancia-te do vaivém em que ficas quando visitas a manifestação da produção intelectual de alguém. E aproveita. Puxa da imaginação. E, se preciso for, senta-te na cadeira composta pela criação, no chão. Em frente, o tal objecto artístico. Aproveita o privilégio de habilitar o conhecimento.

27.3.14

Dar e possuir vida.

Presta atenção ao que te digo. Esse vaivém em que ficas quando visitas o que alguém expõe, não acrescenta nada de novo à tua interpretação das telas. Complica-te, desde logo, as ideias, depois as sensações e os sentimentos que possas, porventura, adquirir enquanto desfocas o olhar e a atenção, quando pretendes o inverso. É bem mais difícil conheceres a raiz e a matriz deste autor. Nem te apercebes dos tons, das texturas, no fundo, dos materiais, da obra. Puxa uma cadeira, encosta-a à parede ou coloca-a no centro da sala. E, então sossegado, permite-te admirar. Não há cadeiras? Claro que não. O espaço é, propositadamente, clean e destaca a obra. Não há cadeiras? Bem sabemos que não. Distancia-te do vaivém em que ficas quando visitas a manifestação da produção intelectual de alguém. E aproveita. Puxa da imaginação. E, se preciso for, senta-te na cadeira composta pela criação, no chão. Em frente, o tal objecto artístico. Aproveita o privilégio de habilitar o conhecimento.