Podiam
ser palavras para descrever a manhã do último sábado. E definem, até certo
ponto. Perante este cenário, seria expectável uma ida à praia. Um momento numa
esplanada. Mergulhos numa piscina. Não. É cedo, em Agosto, na minha cidade,
numa manhã de sábado, onde o calor sabe bem, a propósito do verão.
Manhã,
é fim-de-semana. Impossível não reparar nas pessoas, nas ruas cheias, na
avenida ao fundo. O cheiro forte a mar e verão. Numa cidade que, de outros, é
igualmente minha. Com calor, ainda assim, decido sair. É verão na minha cidade.
Não deixo de reparar nas silhuetas em jeito veranil a ocuparem a rua. É cor, é
diversão e disponibilidade. É, de forma simples e pura, o viver o verão. Os
óculos de sol não falham naqueles que vão passando, tal como, os chinelos, as
alpercatas, os calções e os tops. É rápido. Tudo, sem excepção. Já passei a
avenida. As lojas, as montras. Aqui, ou noutro lugar, sendo verão, há
movimento. Há protector solar e bronzeador. De manhã, cedo, com calor, na minha
cidade, saí, não para a tal ida a praia, nem para o salto na piscina, muito menos
para um momento numa esplanada no centro. Não. Saí, vi tudo isto e, na verdade,
comprei uns óculos. Mais uns óculos de sol.
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