9.10.13

Omitir o tempo.

A tua idade permite-te pensar que o tempo é inesgotável, longínquo até. Vais entorpecendo nessa imagem, nessa ficção. Num movimento desordenado pela rotina, pela tua vontade e pelas provadas vivências. Os teus desejos, raras vezes, dão lugar a dignas conquistas. Atordoado, és convidado a perceber que o tempo se consome até ao último instante. Porque à tua volta há casamentos, uniões de facto, gravidezes, nascimentos, despedimentos, novos empregos, viagens e regressos, funerais e morte. Não sendo alheio, faz sentido não deixar de lembrar.

6 comentários:

  1. Cada vez me lembro mais desse "tempo".....essa ampulheta manhosa....
    cada amigo que parte....cada problema...cada dia passado a correr, mês ano....
    e já dizia o outro e muito bem....quero que a semana passe depressa...mas a vida devagar....
    beijinhos :)

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    1. Todos reconhecemos o tempo e a forma como corre, mas nunca é demais assentar e pensar que, afinal, podemos fazer, pelo menos, de forma diferente.
      Que corra depressa a semana, então. E a vida que vá passando :)
      Beijinhos

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  2. É difícil não correr com o tempo... Mas às vezes obrigo-me a parar para ver o que acontece. :)

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    1. Torna-se inevitável quando estamos inseridos na azáfama do dia-a-dia, onde o tempo toma conta de tudo e todos. Contudo, dias há em que, sendo possível, permito-me sossegar e olhar à volta. Não somos alheios, mas o tempo, por vezes, consome-nos.
      :)

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  3. o maior problema do tempo é que não anda ao nosso ritmo :)
    abraço

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    1. Sem dúvida. A situação consome-nos, também, porque somos nós que temos de adaptar o nosso ritmo à corrida de todos os dias. Na verdade, a culpa, a existir, não será do tempo.
      Abraço.

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