12.1.15

No meio de tudo o que tem.

Horas a passar. A noite a decrescer. As pessoas no sossego. Outras, traseuntes vãs. Lá fora, o frio duro e distante. Ouve-se, de repente, o som escolhido. É um jazz mexido. Contradições matinais. Uma intervenção da neblina que esconde o sol que está para chegar. De manhã cedo, pega no telefone de geração. Liga a televisão e escolhe a mesma posição. Falam da taxa que está abaixo. Dos euros que faltam na banca. Nos valores que desviam a atenção, a alegre e simpática relação. Previsões da zona que grita que está unida. Fala o pivot que liga acontecimentos. Nas redes sociais, no mesmo telemóvel, repetem-se as notícias como se fizessem justiça, como se fossem novidade. Logo, sem demoras de santidade, chegam os comentários em avalanche. Dizes tu, diz o outro. É o costume, uma certa urticária online. Pede-lhe a password, a página do e-mail. Corre-lhe nas veias a ansiedade de todos e de cada um. Contradições de quem lê quase desacordado. Tantas e novas mensagens. Onde é que está a que interessa. Ligue já a atenção. Encontre lá a prosa que interessa. Há no centro que reúne arte, uma nova peça. E reserva a intimidade do lar. Homem digno que resiste. Que persiste e renega a oportunidade. Uma simples regra, sem apreciar a jovialidade. Mais um encontro. Uma fase perdida. Lá fora, a cidade fria. Volta o jazz, não é, senão, mexido. Nem a todos chegará o agrado. Definitivamente, como diz o adágio conhecido, deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.

Sem comentários:

Enviar um comentário