Além,
onde a serra se funde com as mais belas espécies existe uma aldeia. Uma aldeia que
deu lugar a ascendentes familiares que tanto prezo. Que amo. Desde sempre. Da
infância guardo as visitas, o regresso. À aldeia. Às pessoas. Aos familiares
que, amiúde, me esqueço. Engraçado lembrar-me que nunca havia ficado por lá mais
que um dia. Nunca. Era uma visita em jeito de passagem. Cada vez menos, muito
menos, são os regressos, as visitas. Contudo, não esqueço o lugar. As casas
pintadas. As pessoas às janelas. As pessoas sentadas no poial, como se diz por
lá. As ruas empinadas. A calçada. As ruas estreitas. As janelas de madeira. A matriz.
A garagem que deu lugar à mercearia. As árvores e as flores reluzentes nos
canteiros. O eucalipto. Os amores perfeitos. As ribeiras de água escorreita. O
cheiro, o cheiro é inigualável e indescritível, no entanto, ao longe já se faz
sentir. No Algarve, num outro Algarve existe uma aldeia. Também, no Algarve,
existem aldeias. Onde pessoas e paisagem fazem sentido. Onde o postigo, por
momentos, mantém-se aberto. E é aqui que, não quando quero, mas quando preciso,
regresso. Na última quarta-feira regressei. Novamente, não porque quero, mas
porque a vida chamou. A vida não. A morte. Maria Rosa, partiu. Melhor assim,
dizem. Partiu da aldeia e das pessoas de sempre. De e para sempre.
lamento....
ResponderEliminara partida da Maria Rosa...e que o teu regresso tenha sido por algo triste e não marcado por acontecimentos felizes.....lamento
beijokas
Obrigado! :)
EliminarBeijinhos