17.8.13

Uma provida vila. Uma herança.

A aldeia que deu lugar a vila manteve-se, a olho nu, intacta. Tal e qual a conhecemos. Sem pretensões irreais e desmedidas. Eu, real desprovido, até de memória, havia esquecido que a aldeia de sempre, afinal, se tornara vila. Sabia-o tão bem. Contudo, durante a mais ou menos entusiasmada escrita, do lugar que adoro, fugiu-me, vezes sem conta, a memória, nem sempre ausente, daquele lugar, em tempos, aldeia. Agora uma bonita e portentosa vila. Na verdade, os lugares, tal como as pessoas, quando evoluem, quando mudam de condição, podem, não raras vezes, manter-se intactas, fiéis e verdadeiras. Admiro, sempre, essa capacidade de evolução sem mutação. Ali, onde estive todo o dia, respirei fundo, tantas vezes quantas possíveis. E senti que, não sendo nunca o meu lar, há heranças que nos chegam. Que nos chegam, antes mesmo, de nós chegarmos.

2 comentários:

  1. os lugares, os cheiros as lembranças...é o que nos vai restando na memória. (felizmnete)
    e há lugares capazes de nos transportar a sensaçoes perdidas no tempo mas CHEIAS de emotividade.... aproveita!!! :)
    Beijokas

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    1. Obrigado!
      É verdade, literalmente. Os lugares, a par de coisas, dão-nos e fazem-nos. Às vezes esquecemos. Mas há sempre tempo para lembrar...
      Beijinhos

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