A
aldeia que deu lugar a vila manteve-se, a olho nu, intacta. Tal e qual a
conhecemos. Sem pretensões irreais e desmedidas. Eu, real desprovido, até de
memória, havia esquecido que a aldeia de sempre, afinal, se tornara vila. Sabia-o
tão bem. Contudo, durante a mais ou menos entusiasmada escrita, do lugar que
adoro, fugiu-me, vezes sem conta, a memória, nem sempre ausente, daquele lugar,
em tempos, aldeia. Agora uma bonita e portentosa vila. Na verdade, os lugares,
tal como as pessoas, quando evoluem, quando mudam de condição, podem, não raras
vezes, manter-se intactas, fiéis e verdadeiras. Admiro, sempre, essa capacidade
de evolução sem mutação. Ali, onde estive todo o dia, respirei fundo, tantas
vezes quantas possíveis. E senti que, não sendo nunca o meu lar, há heranças
que nos chegam. Que nos chegam, antes mesmo, de nós chegarmos.
os lugares, os cheiros as lembranças...é o que nos vai restando na memória. (felizmnete)
ResponderEliminare há lugares capazes de nos transportar a sensaçoes perdidas no tempo mas CHEIAS de emotividade.... aproveita!!! :)
Beijokas
Obrigado!
EliminarÉ verdade, literalmente. Os lugares, a par de coisas, dão-nos e fazem-nos. Às vezes esquecemos. Mas há sempre tempo para lembrar...
Beijinhos