Sair,
para fazer compras, pode tornar-se enfadonho, uma verdadeira maçada. Não raras
vezes, faço-o com a minha mãe. Seja avenida acima, numa ou outra loja de nome
sonante, seja no comércio tradicional ou, irremediavelmente, num centro
comercial. Num dos passados fins-de-semana, fizemo-lo novamente. Assistimos,
como esperado, a um género de combalido desfile de fashion week. O bom gosto perde-se, totalmente diluído no nímio
desajuste da realidade. Acontece, quer na loja onde somos recebidos à entrada,
com todos os formalismos, como na loja de vestuário low cost. O dinheiro engana, mas não mente. Ignorando, a dada
altura, os exibicionismos do tempo
presente, que obriga à elevação dos egos. Voltamos à conversa. O propósito,
dizia-me ela, era comprar uma clutch envelope.
Algumas lojas depois, encontrou-a. Descobri que, envelopes, ultrapassam o
revestimento para as cartas. Espero-as de amor.
Não há nada como o cheiro de uma carta "em papel" ...escrita com amor....e até essas tradições se perdem com a tal da "evolução".
ResponderEliminarPara lá dos fashions e dos low costs...fica a companhia....tão bem escolhida e a cumplicidade óbvia, salta à vista, sente-se daqui deste lado...tudo o resto é novamente apenas cenário...o cenário e os detalhes.
O dinheiro....move-nos a vida como o Tic tac dos relógios... ;) felizmente, notória é a incapacidade de corromper algumas pessoas de forma negativa ...como tu :)
Beijinhos***
Falta-nos isso. A caneta e o papel, cerrado depois por um envelope indicando o destino. Para muitos, principalmente da minha idade para baixo, não conhecemos a troca de mensagens e cumprimentos através da escrita, através de uma carta. Afinal, fomos desde logo habituados às tecnologias facilitadoras do quotidiano, contudo, castradoras do charme da uma caligrafia oferecida.
EliminarO dinheiro pode, muito bem, ser uma bomba, caso não haja juízo.
Agradeço as palavras, todas. Por aí, quer-me parecer, preferem-se relógios de parede, à corrompida negatividade ;)
Beijinhos
Engraçado, que o ir à caixa do correio perdeu o glamour de antes!
EliminarAgora só me escrevem para me pedir dinheiro....qual amor ;)
Eu, ainda apanhei a parte manuscrita, fosse ela de amor, amizade, maternal, fraterna....o que fosse...era sempre uma emoção. Guardo-as, relei-o-as algumas vezes. às vezes sorrio pela imaturidade e ingenuidade do conteúdo, mas no fundo a mensagem é ternurenta e emociona.
sim....TIC TAC!! ;) o dinheiro ...palavra feia não é? tem uma carga estranha...loolll... usemos-lo....não o deixemos que nos use....
Ainda assim, prefiro o cheiro das cartas...e a boa companhia!
Beijinhos
O glamour dissipou-se com a fuga do papel que carregava boas novas. Agora, é isso, chegam-nos uma panóplia infindável de cartas, é certo, mas para nos indicarem um valor a retribuir. Lá se foi a chama da curiosidade. Agora calha-nos sempre o mesmo.
EliminarO dinheiro vem-se tornando assim por força de muitos que não vivem com ele, mas antes, vivem por ele.
Será que ainda há quem borrife perfume sobre elas? ;)
Beijinhos
Quero acreditar que sim!!! ;)
EliminarAté porque dependendo de onde provêm....conseguimos "quase" sentir o aroma de quem as escreveu....
Os sentidos...gosto de pensar que os "sentidos" ainda fazem toda a diferença ;)
Beijinhos**
Eu também quero acreditar nisso. Na entrega tal, que haja necessidade de reforçar as palavras e os sentimentos, com o cheiro que lhes conhecem.
EliminarOs sentidos dão dimensão às coisas, portanto, estou contigo na importância que têm :)
Beijinhos
... as cartas de papel retirando as das cobranças :) tornam-se quase inexistentente ... já as clutch nunca saiem de moda :)
ResponderEliminarabraço
No que às cartas efectivas diz respeito, restam-nos os papéis com contas a pagar. Contudo, gente haverá que ainda as escreve com outro propósito.
EliminarAcabo de constatar que sim. Parece que, primeiro estão sempre na moda, segundo nunca são suficientes :)
Abraço
... assim como os sapatos :)
EliminarHá clichés que se ultrapassam. São verdades efectivas :)
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