3.1.14

Feitio do exercício.

Fingi dançar kizomba, ao ritmo de uma repetida canção, porque sim. Vendi a minha postura em duplicado. Primeiro, dancei. Vale por si. Segundo, ouvi canções da moda. Da moda das massas da periferia. Ela disse-me: Estás dedicado. Não balbuciei, sequer. Não me faltaram argumentos. Preferi, antes, não lembrar outros tempos. Ocasiões em que cantei. Já cantei em público. Já cantei por aí. O silêncio é o suporte da clivagem. Ela, lembrando-se, riu comigo. A graça está na cumplicidade. Nas relações. Na dança, também.

4 comentários:

  1. :)
    Dançar é mágico....e tanto se diz através da dança!
    Assim como a cumplicidade...na que não são necessárias muitas palavras!
    Beijinhos***

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    1. A dança é uma forma de expressão tão válida. Não lhe basta ser um modo, porque carrega a beleza da expressão física.
      As palavras valem o que valem, quantas vezes não nos explicamos melhor pelos actos?
      Depois, dizem, faz bem à saúde :)
      Beijinhos

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    2. Eu diria....que os actos são bem mais importantes que tantas palavras! :)
      Eu própria peco um pouco nisso das palavras...
      De resto, o importante é que seja BOM e divertido!
      Beijinhos***

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    3. No fundo, o que fica são os actos. Muitas vezes, as palavras desaparecem assim que são ditas.
      Às vezes, pecamos quando nos alargamos, entendo bem. Mas, antes afirmar que ficar no arrependimento :)
      Beijinhos

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